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Novos rumos para as farmácias e drogarias PDF Imprimir E-mail
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O debate Novos rumos para as farmácias e drogarias no Brasil, que aconteceu no dia 07/08, abordou os problemas relacionados ao uso irracional dos medicamentos e o papel do farmacêutico e das farmácias e drogarias como estabelecimentos de saúde que prestam orientação correta sobre os medicamentos aos usuários.

O painel que fez parte das discussões do 3º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica contou com a presença de Célia Chaves, presidente da Fenafar, da conselheira federal de farmácia de Minas Gerais Ângela Ferreira Vieira, Lázaro Luiz Gonzaga, Presidente Federação do Comércio de Minas Gerais – Fecomércio e Dirceu Barbano, diretor da Anvisa.

Segundo dados apresentados pela conselheira Ângela Vieira, 50% dos medicamentos não chega ao paciente pelo farmacêutico e sim por outras vias. Para evitar isso, ela aponta que a farmácia deve prestar um serviço voltado para o ser humano e para a promoção da saúde individual e coletiva. “Temos que estabelecer um novo modelo de farmácia com direito à assistência farmacêutica”.

Ela acredita que é preciso alterar a atual formação que os estudantes de farmácia recebem, que atualmente está baseado num modelo de formação tecnista e dever ser mais humanizado, para que estejam em contato com os pacientes. “Não é apenas assistir o paciente, como também cumprir seu papel social. Temos que acreditar e lutar para termos uma farmácia melhor e mais humana”.

Dirceu Barbano ressaltou que a Anvisa “tem o dever de contribuir com esse debate e na luta para a ampliação do financiamento para a assistência farmacêutica pública”.

Barbano fez uma ampla exposição trazendo dados de venda de medicamentos e da adoção de políticas públicas como a farmácia popular e os genérios. Para ele, está em curso “uma grande transformação na forma de medicar e produzir medicamentos, ampliando o controle sanitário nas farmácias”.

Aprovar o PL 4685/94
A presidente da Fenafar, Célia Chaves, fez uma breve retrospectiva das farmácias e drogarias no Brasil nas diferentes épocas. No passado, as farmácias eram ponto de encontro político, social, filosófico e cultural e que foi perdendo sua importância sanitária. Ela mostrou fotos antigas de farmácias com fachadas, já com propagandas massivas de indução ao uso de medicamentos.

Célia Chaves sublinhou a importância da aprovação do substitutivo ao PL 4685/94, que está há 14 anos em tramitação no Congresso Nacional. Ela fez uma breve síntese do processo de luta e mobilização realizado pela Fenafar e por outras entidades para que o projeto seja colocado em votação e destacou que é necessário manter a vigilância e a mobilização para que isso ocorra.

 

Mercado e internet
Lázaro Luiz Gonzaga enfatizou o debate sobre a descaracterização dos estabelecimentos farmacêuticos, com a venda de todo e qualquer produto que não seja medicamento. “O comércio varejista farmacêutico faturou em 2007, R$ 31 bilhões e em 2008 mais de $ 40 bilhões”, exemplificou.

Ele falou da falta de regulamentação e fiscalização para a venda de medicamentos inclusive pela internet. “Trata-se de mais um disparate do Brasil, as vendas de medicamentos por meios eletrônicos (internet). O sucesso desse sistema está na aceitação da população”, ressaltou.

“Não defendemos a descaracterização das farmácias, mas não podemos ignorar a mudança do perfil de consumo em nosso país”, afirmou Lázaro.

Para Dirceu Barbano, da Anvisa o comércio eletrônico de medicamentos traz um desafio para que sejam criados mecanismos para inibir abusos sem comprometer a necessidade das pessoas de realizarem suas compras on-line.

 
  • Twitter: EscNacFarm
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